Palestra com Fadel David Antônio Filho - Euclides na Amazônia

Euclides da Cunha era como algo comum para sua época, darwinista e acredita que quem vai vencer é o mais forte. Cada classe social tem sua ideologia, seus valores, ao se relacionar com outra classe existe a dificuldade de passar estes valores.
Segundo Fadel, existem pessoas que chamadas de especiais que são de nossa classe e representam nossas ideologias, são os atores, escritores, e Euclides é um destes. Ele declara: “Por isto que eu estudo ele senão não valeria apena, eu estaria perdendo meu tempo.” Euclides foi um grande gênio no sentido que ele trouxe uma visão ao “Brasil Profundo”.
Abordando temas que envolvem a presença, na época Secretário de Obras, Paula Souza, explica que Euclides da Cunha, com uma análise extremamente positivista, ataca o seu projeto quanto ao “Instituto Politécnico”. Quando Paula Souza nada responde às criticas ele insiste, e não contente, escreve seu segundo artigo se dizendo vitorioso em seu primeiro discurso.
Paula Souza tinha uma visão de uma escola espanhola ao contrario de Euclides que era adepto às ideologias da escola francesa.
Comenta ainda que na ponte tem o nome Paula Souza, já que ele era responsável pelo setor de construções. O único cuidado tomado por Paula Souza foi de não permitir que Euclides da Cunha ministrasse aula em sua escola (onde era diretor), mesmo ele tendo passado no concurso.
Ressalta ainda alguns aspectos a respeito das obras do autor, por exemplo quanto à fauna que pouco chama atenção de Euclides (isso se nota em seus dois livros), mostrando assim que há ‘duplo sentido nas observações de Euclides, como quando fala em ‘Deserto’ significa deserto de civilização, onde encontra sempre o sertanejo.

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