Como eu me enxergava

Imagine...

Havia uma menina, magricela, doentinha e sensível, sentada no alto da escada da entrada de sua casa, todos os chamavam para entrar, mas em silencio e com os olhos marejando em lagrimas ela continuou lá... a esperar...
Naquele dia a menina não almoçou, não sorriu quando seu cachorro brincou, não saiu do lugar... ela apenas esperou...
Esperou...
Esperou até que no final do dua sia mãe apareceu e disse "Não adianta esperar, ele não vem, ele nem deve se lembrar..."
A pequena menina apenas chorou e continuou a esperar, até que convencida de seu abandono foi para o quintal balançar... em sua mente apenas a frase: "Ele não vai vir, nem deve se lembrar!"... 
A menina chorou, pois era seu aniversário e como ele poderia não se lembrar? Ela não queria presentes só queria que alguém a viesse abraçar.
Sua mãe pensava que ela passara dia esperando o presente que seu irmão mais velho lhe prometera dar, mas na verdade a menina só queria um Abraço, um Sorriso... de qualquer um.
Mas ela não ganhara nenhum abraço naquela tarde. Seu irmão até aparecera e lhe dera um mimo, mas lhe estendeu o presente ao longe, sem nenhum abraço de carinho...
A criança chorou ... por solidão...

Essa menina era eu e quando penso na minha infância é apenas isso que vejo. É como se desde criança até hoje eu ainda fosse essa menina esperando um abraço.
Após ver isso exposto em uma parede no meio de um monte de gente eu percebi que não... eu não sou apenas essa criança e mesmo quando eu me sentir ser ela é só eu pedir... dizer o que quero. Dizer que quero um abraço ou apenas abraçar alguém, pois dando se recebe srsrrs
Depois de muitos anos sentada aprendi... Minha felicidade tá logo ali... basta eu me levantar e a abraçar!

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